18 de abr de 2008

População de Ubatuba organiza “penicaço” contra a contaminação das águas

Manifestação com penicos no lugar de panelas será no domingo, dia 20, na Praia de Itamambuca, que está contaminada por coliformes fecais


Inspirados nos panelaços da população argentina, um grupo de cidadãos e cidadãs de Ubatuba, autodenominados INGs (Indivíduos não-governamentais), está organizando o Penicaço, manifestação com penicos no lugar de panelas, contra a poluição das praias.
O objetivo é chamar a atenção do poder público para a falta de saneamento básico no município, a partir da praia de Itamambuca, símbolo da “capital do surf”, conforme slogan empregado pela própria administração.
Das 26 praias monitoradas pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) em Ubatuba, cinco estão consideradas como impróprias, conforme o mapa de qualidade das praias litorâneas, do período de 9 de março a 6 de abril de 2008: Itamambuca, Itaguá, Santa Rita, Perequê-Mirim e Dura, além do rio Itamambuca, que desde o ano 2000 vive essa situação de alerta, devido ao crescente despejo de esgoto doméstico.

SERVIÇO
PENICAÇO CONTRA A POLUIÇÃO DAS PRAIAS E
A FAVOR DE SOLUÇÃO IMEDIATA
DATA: DOMINGO, 20 DE ABRIL DE 2008
LOCAL: PRAIA DE ITAMAMBUCA, CANTO DIREITO, EM FRENTE AO RIO
HORÁRIO: 11:00 HORAS (concentração)

Poluição só gera prejuízos

Ancilostomíase, Estrongiloidíase, Amebíase, Giardíase, Febre tifóide, Ascaridíase, Enterobiose, Balantidíase são exemplos de doenças de veiculação hídrica, provocadas por vermes, protozoários ou bactérias presentes nas fezes humanas, que são despejadas inadvertidamente nos corpos d´água. De acordo com o mapa de saneamento básico do IBGE, no Brasil, apenas 20% dos esgotos recebem algum tipo de tratamento.
Ubatuba está inscrita nesse mapa da vergonha. Itamambuca, Itaguá, Santa Rita, Perequê Mirim e Dura estão impróprias para banho, por causa do alto índice de coliformes fecais que deságua no mar.
O custo para tratar o esgoto sanitário é quatro vezes menor que o das internações motivadas por doenças infecto-contagiosas de veiculação hídrica. A conta é da organização Mundial da Saúde: para cada um real investido em saneamento básico, economizam-se quatro reais com atendimento médico e hospitalar.
A poluição das águas custa caro para o município, pois gera prejuízos para o turismo, a pesca e a saúde pública. 

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